Temas Judaico-Messiânicos - Parte 1

 

Objeções Cristãs ao Judaísmo Messiânico

 

Apologética

“Apologética” – “defesa verbal de uma fé ou credo” – é a disciplina teológica própria de uma religião que se propõe a demonstrar a verdade da própria doutrina, defendendo-a de teses contrárias.                                     

A apologética Judaico/Messiânica visa a argumentar, perante o povo judeu, que Yeshua de Nazaré é o Messias prometido, Senhor e Salvador, não só de Israel, mas de toda a humanidade e chamar a atenção dos nãos judeus (gentios) quanto a deturpação criada em torno da identidade de Yeshua, a qual tem comprometido gravemente o papel da Torá no seio da igreja cristã e o lugar de Israel nos planos divino.

Porém, além de defender que Yeshua é o Mashiach, o Judaísmo Messiânico tem outra tarefa, tão árdua quanto a primeira: Trata-se da defesa do próprio Judaísmo Messiânico como um movimento válido (não falso). Uma vez que, para os Judeus tradicionais, não é possível crê em Yeshua e continuar sendo considerado Judeu, e assim sendo, para eles, o Judaísmo Messiânico não deve ser considerado uma ramificação do Judaísmo.

Por outro lado, os Cristãos também o consideram um movimento herético (ou até mesmo falso) que visa converter judeus ao cristianismo sem que seja exigido dele o abandono de seus valores culturais judaicos. Pois para a maioria dos Cristãos é impossível alguém ter uma aliança com Yeshua sem se converter ao Cristianismo.

Em resumo, ambas as religiões concordam em um ponto: Somos religiões diferentes e não podemos compartilhar o mesmo Messias.

Aqui entra o dilema do Judaísmo Messiânico: sobreviver no meio dessa diferença de convicção e mostrar que é justamente no ponto em comum (ou dogma central) que está o erro capital.

Quando questionados sobre Yeshua os judeus dizem:

“somos Judeus, nascemos e vivemos o Judaísmo e temos nossas próprias convicções.”

Semelhantemente os cristãos também podem dizer: 

“somos Cristãos, vivemos o Cristianismo e temos nossas próprias convicções”.

Ou seja, cada um vive sua religião acreditando ser um caminho que leva a D’us, mas focando em sua própria convicção que, muitas vezes, não é totalmente sua, mas é herança de uma tradição deixada por mestres maiores (padres, pastores ou rabinos) que lhe apresenta o que seria a “verdadeira convicção” do que as Escrituras Sagradas realmente dizem.

Assim a religião é transformada, mais precisamente, em uma filosofia de vida ao invés de uma ferramenta divina de direcionamento e preparação para o mundo vindouro. 

Há um ditado popular que diz: “um erro leva a outro”.

Por exemplo, em um grande cálculo matemático um erro ocorrido no início implica em uma sucessão de erros e, consequentemente, um resultado final errado. Apenas voltar e consertar a sentença onde ocorreu o erro não será suficiente, o cálculo como um todo terá que ser corrigido, pois, em decorrência de um erro na base, toda a sua estrutura foi afetada.

A história realmente comprova que a maioria dos judeus rejeitou e continua rejeitando o Cristianismo como “religião” – (“maioria” é diferente de “todo”). Embora, segundo Shaul/Paulo (Rm 11.25), em parte, esse fato tem a mão de D’us, contudo, a causa principal, acredito, está na equivocada transformação do Cristianismo em uma religião a parte, destinada principalmente para os não judeus.

Isso consequentemente levou os judeus a verem o Judaísmo como outra religião à parte, destinada apenas aos Judeus.

Essa divisão em duas “religiões distintas” levou a um distanciamento tal, que uma tornou-se estranha e inconcebível à outra. Essa diferença só será completamente superada quando Adonai mostrar para ambos os grupos que Ele preparou algo maior que um caminho, Ele colocou uma Porta aberta diante de todos, e essa Porta é o Messias.

O Judaísmo Messiânico, mesmo no meio dessa difícil diferença tem sobrevivido, crescido e desenvolvido sua missão de mostrar pra ambos os lados que ninguém detém um “monopólio” de salvação, e, se existir um “monopólio” o detentor é Adonai.

 

- Como a maioria das autoridades cristãs vê o Judaísmo Messiânico:

(A seguir relaciono algumas perguntas e respostas elaboradas por alguns escritores/teólogos cristãos a respeito do Judaísmo Messiânico e, em seguida, proponho contra respostas que, fica a cargo do leitor aceitá-las ou não. Todos tem liberdade de pensar, examinar tudo e reter o que é bom. Na fonte citada há outros argumentos sobre esta questão, mas achei por bem comentar apenas três, os quais considerei de maior relevância).

 

1 - A Bíblia permite o cristão guardar costumes judaicos?
Permite, mas com restrições categóricas. O cristão pode de livre consciência guardar o sábado, as festas e as comidas (Cl 2:16-17; Rm 14:1-6), mas não pode instar os demais irmãos a imitá-lo (Gl 1:6-9). No entanto, é preciso deixar absolutamente claro que o Senhor Jesus tornou a Lei obsoleta, através de Sua crucificação e ressurreição (He 8). Quando um judeu, mesmo convertido à fé, continua a guardar determinados mandamentos obsoletos da Lei, ele o faz em prejuízo de sua própria liberdade (Gl 5:1). Essa atitude é considerada deficiência na fé, em decorrência de falta de entendimento bíblico, e não uma coisa louvável (Rm 14:1-6).
 

(Extraído do site: www.solascriptura-tt.org - Acesso em 17/06/2016). 

Obs. Sublinhado e negrito acrescentados.

 

Vemos aqui um claro equívoco no entendimento do termo bíblico “Liberdade”.

A liberdade que os escritores bíblicos falam é no sentido de ser liberto da escravidão do pecado e da iniquidade. Quando alguém pensa que está livre dos mandamentos do Criador, em algum momento vai transgredi-los e, consequentemente pecar, pois verdadeiramente, todo pecado consiste na violação de algum preceito da Lei do Criador – Torá/Pentateuco. “Todo aquele que peca viola a lei, pois o pecado é a violação da lei” (1ª João 3.4), “...porque pela Lei/Torá, vem o conhecimento do pecado” (Rm 3.20). “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” (Rm 8:7).

Esse conceito de “liberdade” como sendo a capacidade de ser livre da escravidão do pecado (má inclinação/vontades/prazeres carnais) através da subordinação às instruções do Criador/Adonai, não é um conceito novo, criado pelos escritores da Brit HaDashá (Novo Testamento), vejamos:

 

Salmos 119:44-45 - Assim observarei de contínuo a tua lei para sempre e eternamente. E andarei em liberdade; pois busco os teus preceitos.

Isaías 61:1-  O Espírito do Senhor D’us está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.

Romanos 8:21 - Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

Qual é a corrupção que Shaul/Paulo fala aqui?A corrupção que entrou no mundo através da desobediência no Éden.

Tiago 1:25 - Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.

 

Outro argumento perigoso citado no texto acima é: “o Senhor Jesus tornou a Lei obsoleta”.

Esse argumento, em sua essência, coloca o Messias como um mentiroso, pois Ele afirmou algo bem contrário a isso (Mt 5.18-20/Ap 12.17/Ap 14.12/Ap 22.14).

Mateus 19:17 - E ele disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus. Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos.

I João 2:4 - Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.

 

2 - Por que o Judaísmo Messiânico pode ser considerado anti-bíblico?
É porquê o Judaísmo Messiânico inverte a lógica de que guardar mandamentos obsoletos é uma deficiência na fé. Este movimento faz da deficiência uma qualidade; e da qualidade (isto é, a liberdade relativa aos mandamentos) uma coisa não aprazível. E também o Judaísmo Messiânico não têm autorização bíblica para instar os irmãos a guardarem os mandamentos judaicos (como a circuncisão).

(Extraído do site: www.solascriptura-tt.org - Acesso em 17/06/2016). 

Obs. Sublinhado acrescentado.

 

Você, caro leitor, já parou alguma vez para avaliar mais profundamente o texto da Torá a seguir?

Saberás, pois, que o SENHOR teu Deus, ele é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos – Dt 7.9 (BJFA).

 

A Bíblia oferece base para se compreender uma geração como sendo de 40, 70 ou 100 anos, depende de cada caso. Mas nesse caso, vamos tomar o menor valor: (1000 x 40 = 40000).

Ou seja, Adonai diz que guardará a aliança e a misericórdia por até 40.000 anos para aqueles que O amam e guardam os seus mandamentos.

É verdade que ninguém pode instar outro a guardar mandamento algum, mas para quem deseja agradar ao Criador guardando os seus mandamentos e instruções, ainda tem pela frente, pelo menos, 38000 anos de misericórdia e aliança da parte de Adonai, pois a vinda de Yeshua, por mais distante que pareça, tem só 2000 anos.

E ele mesmo afirmou essa vida longa dos princípios do Criador “...em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei... (Mt 5.8).

Além Dele, quem verdadeiramente escreveu inspirado pelo Espirito de Adonai falou a mesma linguagem:

Acerca dos teus testemunhos soube, desde a antiguidade, que tu os fundaste para sempre (Salmos 119:152).

Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas o mandamento antigo, que desde o princípio tivestes. Este mandamento antigo é a palavra que desde o princípio ouvistes (I João 2:7).

 

Muitos argumentam que o seguidor de Yeshua só é obrigado a guardar os seus mandamentos, pois os da Lei (Torá) Ele cumpriu por nós e nos isentou dessa obrigação, dessa forma, fazem distinção entre os mandamentos de Yeshua e os mandamentos da Torá, mas será que existe mesmo essa distinção na Brit HaDashá (Novo Testamento?

Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor (João 15:10).

Não há dúvida, entre os crentes em Yeshua, quanto a Sua obediência às leis e instruções de Adonai. Ele andou em plena retidão em relação a elas. Mas é preciso levar em conta que os seus discípulos imediatos deixaram instruções de que devemos andar como Yeshua andou.

I João 2:6 - Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou.

I Corintios 11.1 - Sede meus imitadores, como também eu sou do Messias.

 

Existe na Torá (Pentateuco) uma parte que foi escrita pelo dedo do próprio Elohim (Deus), esta é as dez palavras – conhecida como Os Dez Mandamentos – chamada, diversas vezes nas Escrituras, de “Testemunho”, por exemplo: Êxodo 31:18 - E deu a Moisés (quando acabou de falar com ele no monte Sinai) as duas tábuas do testemunho, tábuas de pedra, escritas pelo dedo de Deus.

O profeta Yeshaiahu (Isaias) escreveu uma considerável repreensão a quem não profetizar (transmitir a mensagem de Adonai) sem tomar esse testemunho como base:

Isaías 8:20 - À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.

Seria este o motivo de existirem tantos falsos profetas hoje no mundo cristão? Particularmente, eu acredito que sim! No famoso site de vídeos Youtube é absurda a quantidade de pessoas se dizendo profetas, principalmente, prevendo futuro, muitas das vezes apresentando datas para o cumprimento, mas que nada aconteceu. São centenas, ou até mesmo milhares.

Se alguém parar para analisar verá algo em comum em quase todos esses supostos profetas: A crença de que Cristo aboliu a Lei ou, no mínimo, tornou-a obsoleta.

Há ainda outro fato que não podemos negar: Está escrito nos Provérbios que “aquele que desvia os seus ouvidos para ouvir a Lei (Torá), até a sua oração será abominável” (Pv 28.9).

 

3 - Justifica-se tanto apego às raízes culturais judaicas?
Absolutamente não. É necessário que se entenda que os judeus ou os gentios que se convertem na presente Era da Graça são apenas cristãos que, conforme seu galardão, governarão com Cristo e para Cristo o remanescente salvo da 
Grande Tribulação. Esse apego não tem nenhuma importância espiritual (exceto o de ser reprovável, como já discutido), porquê os gentios salvos também governarão e julgarão o mundo com Cristo. (...) Desde o momento em que Cristo obteve a Sua vitória na cruz, todas as conversões de gentios para o judaísmo mosaico tornaram-se nulas: um gentio que se converte ao judaísmo mosaico continua gentio. E os judeus agora carecem da graça de Deus, como se fossem gentios (Os 1:9).

(Extraído do site: www.solascriptura-tt.org - Acesso em 17/06/2016). 

Obs. Sublinhado acrescentado.

 

O autor acima trata as Instruções do SENHOR (Adonai) como algo cultural. É verdade que existem coisas na cultura judaica que não são boas, porém, é preciso saber que estas são frutos de interpretações equivocadas ou exageradas de rabinos que, muitas vezes, na tentativa de proteger a Instrução Divina, acabam por acrescentar fardos pesados. Em alguns casos, há até mesmo influência de outras culturas, porém, sejamos justos com a Instrução do Criador. Esta não pode ser compara às coisas de ordem cultural.

Uma aliança perfeita com o Mashiach (Messias) leva o indivíduo à observância da Torá (Lei) e uma vida honestamente pautada na Torá conduz ao Mashiach.

Fala-se muito no “Espírito da Graça”, acredita-se que no chamado Antigo Testamento não havia graça e que esta aparece apenas no Novo. Fala-se com convicção que “o justo viverá da fé” , pela graça, sem necessidade de obras de justiça. Será mesmo?

Primeiramente abandona se o sentido duplo que a frase “o justo viverá da fé” apresenta: Fica evidente neste texto que, para viver da fé, primeiro é preciso ser justo, aí o sentido da frase torna-se extremamente amplo, e só com a explicação de um aluno imediato do Messias podemos começar a entender:

Tiago 2:18 - Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.

Tiago 2:26 - Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta.

 

Ou seja, é pelas obras que você prova que tem fé. Fé, biblicamente falando, não é só crença. Fé é obediência decorrente da confiança. Para obedecer é preciso confiar e para confiar é preciso crer. É a intenção do coração do indivíduo (uma síntese do significado da palavra hebraica Emunah) de fazer a vontade do seu Criador. Ratificando tudo isso está a palavra de Yeshua: “É pelo fruto que se conhece a árvore”.

Adonai disse que os santos (separados) não devem viver conforme as obras da terra do Egito (de onde saíram) nem conforme as obras da terra de Canaã (onde entraram), mas segundo os princípios que Ele deu para viverem. A humanidade, porém, (inclusive muitos crentes) luta e reluta para viver conforme os princípios da terra do Egito e de Canaã.

Levítico 18:3 - Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos.

Mas, “Andareis em todo o caminho que vos manda o SENHOR vosso Deus, para que vivais e bem vos suceda, e prolongueis os dias na terra que haveis de possuir” - Deuteronômio 5:33.

 

Um entendimento errôneo do real significado da graça pode levar a caminhos perigosos:

Hebreus 10:24-29 - E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados. Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?

Vamos tentar entender melhor o que este texto da carta aos Hebreus está querendo dizer.

Imagine a seguinte situação hipotética:

Alguém chega para um pai de família que estava passando grande dificuldade financeira, se compadece e diz: Amigo, vou deixar no supermercado X uma promissória assinada em branco e vou viajar por 2 meses, durante o período que eu estiver fora pegue tudo que for necessário para o seu sustento e dos seus filhos. No meu retorno o dono do mercado vai fechar a nota e eu pagarei a conta.

No final do período de 2 meses o Alguém vai ao mercado para pagar a promissória e então descobre, pelo relato do dono do estabelecimento, que o pai de família, além do necessário para o seu sustento e dos seus filhos, chamou os amigos, levou quase todo o estoque de bebidas e de carne do estabelecimento, fez churrasco com os amigos, se embriagou, pegou tudo que bem quis e esbanjou em coisas supérfluas; não demostrou nenhum respeito por aquilo que, embora para ele estava sendo de graça, alguém estava pagando caro.

Como se sentiria esse Alguém diante de tal situação.

Lucas 7.36-48 pode ajudar a formular a resposta.

Um entendimento equivocado do conceito de “Graça” leva o indivíduo a uma postura de ingratidão a Aquele que o resgatou.

 

Conclusão: Os cristãos que consideram o Judaísmo Messiânico uma heresia, assim o fazem porque, ao invés de olharem para a realidade dos ensinos de Yeshua e de seus apóstolos, olham para a interpretação e forma de crença recebida dos chamados “Pais da Igreja” que, como sabemos, eram quase todos guiados pelo ambiente grego e romano predominante nos concílios da Igreja Católica.

 

No amor do Messias Yeshua!

José Edivaldo

 


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